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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Adeus, Oscar Niemeyer

Na minha opinião, essa foi a maior perda que tivemos esse ano.

Oscar Niemeyer era carioca e nasceu em 1907. Ele foi, sem sombra de dúvidas, o maior símbolo da arquitetura brasileira – e era reconhecido em muitos outros países que tiveram a honra de abrigar criações do mestre. Alguns dos maiores e mais impressionantes projetos arquitetônicos do Brasil levam o seu nome como assinatura, e mostram muito bem as suas características, como a liberdade do traço.

MAC, em Niterói.

Oscar Niemeyer chegou a se exilar na França durante o período da ditadura no Brasil, época em que aproveitou para conhecer a URSS e parte de seus líderes socialistas. Pouco tempo depois do exilo, ele recebeu um convite para lecionar arquitetura na Yale (uma das maiores e mais seletas universidades do mundo), mas teve seu visto negado por ser comunista. Apesar disso, existem projetos seus nos Estados Unidos, como a Sede das Nações Unidas (feita em parceria com Le Corbusier).

Ele foi o primeiro brasileiro a vencer um Pritzker (prêmio arquitetônico mais importante do mundo).

Ele foi um gênio, isso é inegável. Um gênio que nos maravilhou com sua visão única durante 104 anos – e que nos deixou trabalhos como Brasília, o Parque do Ibirapuera (SP), o Edifício COPAN (SP) e o Museu Oscar Niemeyer, entre dezenas de outras obras importantíssimas no país.

E essa é a nossa singela homenagem. Adeus, Oscar Niemeyer.

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.”

Aqui, algumas de suas obras mais importantes, que merecem serem lembradas:


Museu de Arte Contemporânea

Museu Oscar Niemeyer


Museu da República

Memorial da América Latina


Auditório do Ibirapuera

Criatives

quinta-feira, 14 de junho de 2012

84º aniversário do nascimento de Che Guevara

cheNo dia 14 de Junho de 1928 nascia em Rosário, Argentina, aquele que foi considerado pela revista norte-americanaTime Magazine como uma das cem personalidades mais importantes do século XX – Ernesto Guevara de la Cerna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che, devido ao seu constante uso do vocativo gaúcho “che”. Oriundo de uma família da classe média-alta “anti-peronista”, detentora de uma biblioteca com cerca de três mil volumes, começou desde cedo a desenvolver, em casa, o gosto pela leitura, incluindo obras de Julio Verne, Alexandre Dumas, Baudelaire, Neruda e Freud, mas também de Marx, Engels e Lenine que iriam moldar a sua personalidade e as suas convicções político-ideológicas.


che2apDe saúde débil, propenso a ataques de asma que o atormentariam durante o resto da sua vida, em 1932, com apenas 4 anos, Che Guevara mudou-se com a família, a conselho dos médicos, para Altagracía, uma localidade da região de Córdoba, onde iniciou e terminou os estudos liceais, e mais tarde para Buenos Aires, ingressando em 1946 na Universidade, no curso de Medicina que viria a terminar no ano de 1951. Entretanto, através de viagens empreendidas a outros países da América latina no exercício de uma das suas profissões temporárias de repórter fotográfico ou por iniciativa própria, o jovem médico foi reforçando as suas convicções ideológicas revolucionárias à medida que se ia inteirando das situações de miséria e sofrimento em que o continente se via mergulhado, sobretudo a Guatemala, onde em 1954, Guevara assistiu à luta e ao triunfo de Guzmán, eleito presidente desse Estado à frente de um partido de cariz popular. Definindo-se, a partir daí, como um sério opositor ao imperialismo norte-americano, no ano seguinte estava no México, onde conheceu os irmãos Castro, Raúl e Fidel, e veio a participar em todo o processo revolucionário cubano durante o qual logrou granjear a maior quota-parte da fama que o imortalizou em toda a sua épica Cruzada contra a opressão e a favor da liberdade dos povos. Após o triunfo da revolução cubana, e garantida a sua estabilidade após novo triunfo contra o imperialismo dos EUA e os anti-castristas na Baía dos Porcos, sentiu o revolucionário errante o chamamento de novas missões pelo que, em 1965, com a anuência de Fidel, partiu para o Congo com um destacamento de cem”internacionalistas” cubanos, onde, por razões que são imputadas à sua própria imprudência pela falta do necessário reconhecimento prévio da realidade cultural e sociológica africana, conheceu a sua primeira grande decepção.

e09Em seguida parte para as montanhas da Bolívia, onde julga, a partir daí, poder estabelecer uma base de guerrilha unificada dos países da América Latina com vista à invasão da Argentina. Aí conhece nova desilusão, não consegue o esperado apoio do Partido Comunista boliviano nem a simpatia da escassa população rural e, em estado de extremo desgaste físico e moral, é capturado no dia 8 de Outubro de 1967, conduzido à aldeia de La Higuera e, aí, ingloriamente abatido, no dia seguinte, por um simples soldado boliviano.

Os seus restos mortais, descobertos, em 1997, numa vala comum na cidade de Vallegrande, que fica a cerca de 50 Km de La Higuera, foram trasladados para Cuba e enterrados com honras de chefe de Estado, na presença de membros da família e de Fidel Castro. Também em Cuba foi erigido um monumento em sua homenagem, com base na célebre foto de Alberto Korda, d’o Gerillero Heroico.

diarioliberdade.org